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quarta-feira, outubro 27, 2004

Momento Mário Quintana

Essa é de uma beleza infantil

DO AMOROSO ESQUECIMENTO

Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?


terça-feira, outubro 26, 2004

Hoje você não apareceu,
aqui ficou um vazio sem fim.
Você preenche minha vida,
por isso penso em ti tanto assim...
Ombro Amigo

segunda-feira, outubro 25, 2004

Bolha de sabão

A nossa paixão começou como uma pequena bola de sabão
De uma hora para outra, inflou-se, tornando-se uma grande bolha
Todas as cores do arco-iris estavam nela, lindas e transparentes

Olho com cara de criança para essa nossa paixão
Nem sei como explicar como tudo começou ou como vai terminar
Só sei que aquela bola de sabão flutua no espaço junto com meu coração

quarta-feira, outubro 20, 2004

Cheiros

De todos os nossos sentidos, com certeza o sentido do amor é o olfato.
O cheiro inebria a paixão, nos descontrolando.
O olfato é totalmente irracional, não dá para explicar ou quantificar

Um cheiro do cabelo da mulher que estamos apaixonados simplesmente nos tira do sério, insones, embasbacados.

Certos de certos sentimentos, basta um toque do perfume dela para nos deixar incertos, irrequietos.


terça-feira, outubro 19, 2004

Tô cansado

Amanheceu chovendo e eu pensando...
Acordei com isso na cabeça :
Tô Cansado
Composição: Branco Mello / Arnaldo Antunes

Tô cansado do meu cabelo
Tô cansado da minha cara
Tô cansado de coisa vulgar
Tô cansado de coisa rara
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de me dar mal
Tô cansado de ser igual
Tô cansado de moralismo
Tô cansado de bacanal
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de trabalhar
Tô cansado de me ferrar
Tô cansado de me cansar
Tô cansado de descansar
Tô cansado
Tô cansado


sexta-feira, outubro 15, 2004

Primeiro Capítulo

Uma chuva fria caía sobre a carroça fazendo as suas rodas deslizarem enquanto tentava subir a ladeira. A estrela d´alva há muito estava no firmamento e a lua cheia deixava que a pequena caravana composta por 5 cavalos prosseguisse.

Três mulheres iam dentro da carroça puxada por 2 dos cavalos levando consigo muitas roupas coloridas e esperança de encontrar muito dinheiro na cidade de Vila Rica.

Sofie, a loura francesa, estava com os olhos pregados na mata. Nunca havia sentido tanto medo em sua vida. Cada vez que a carroça balançava ela olhava assustada para a penumbra. Seus olhos olhavam esbugalhados para aquilo que parecia o túnel para o inferno.

Rebecca, descansava seus olhos azuis tentando cochilar entre cada balanço. Estava esperançosa com uma nova vida naquela cidade que parecia um sonho de riquezas. Ia longe a lembrança de Paris, de onde havia saído a pouco mais de 2 anos vindo primeiro para o Rio de Janeiro, e agora indo para a Vila Rica, onde se dizia que todos os homens andavam com pepitas de ouro nos bolsos e uma boca pronta a beber qualquer coisa que contivesse álcool. Relembrava cada passo deste período, desde a viagem de navio até desembarcar e ficar deslumbrada com a beleza da cidade do Rio de Janeiro, uma cidade que serpenteava entre a montanha, as florestas e o mar.

Deixemos a terceira mulher de lado, visto que não terá uma vida muito longa...

Quando já chegava a hora de parar e descansar as pessoas e os animais, estes começaram a ficar inquietos. Relinchavam e ameaçavam não mais seguir viagem. Sentiam o gosto da morte na penumbra e olhavam assustados para a mata fechada. Urros e berros inumanos começaram a surgir ao longe e aproximando-se rapidamente. Os três homens que eram a escolta da pequena comitiva acercaram-se da carroça e prepararam suas armas.

Gritos, sussuros, gemidos eram ouvidos cada vez mais perto e já cercavam e enchiam de pavor a todas as almas...
[continua]

quarta-feira, outubro 13, 2004

Insônia

Maldita insônia que vai comigo para a cama,
diz que me ama,
mas não quer dormir comigo...

segunda-feira, outubro 11, 2004

Fernando Sabino

Fernando Sabino (1923-2004)
(...) A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (A Última Crônica)

Cheiros

Sentir seu cheiro no meu travesseiro é uma sensação maravilhosa.
Depois de acordar, olhar para o lado e saber que você está ali, linda, cheirosa.
Seu cabelos pretos no travesseiro, olhos fechados.
Fico te olhando e vendo o quanto você é bonita, atraente, apaixonante. A nossa noite foi tão gostosa quanto a tempos eu não imaginava que pudesse voltar a ser. Dormi tranquilo, sorridente, sentindo seu cheiro no meu travesseiro