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quinta-feira, abril 28, 2005

Fernando Pessoa

"Se eu pudesse te dizer
O que nunca te direi
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei"

segunda-feira, abril 25, 2005

Especial

Todos nós temos a necessidade de ser especial para alguém.
Nem que seja ser apenas o filho preferido da sua mãe, porque é muito duro sentir que ninguém te acha A Pessoa.

Isso acontece muito em finais de relacionamentos quando os fios que uniam os dois corações vão se esgarçando e perdendo a força. Um dia, ela vira para você e fala que já não te ama, que não quer ninguém por enquanto na vida, que não sente mais amor por você, nem pelo Fulano (ex), nem pelo Sicrano (ex-ex).

Pronto, lá vai sua auto-estima correndo em direção à sarjeta.

Aquele amor que um dia você pensou que fosse especial, virou apenas mais um lançamento em uma conta corrente afetiva que ela compara pelo valor de juros que gerou durante o período de investimento.

Nessas horas que eu acredito que vale uma meia-verdade. Mesmo que aquela pessoa não tenha sido realmente especial, deixe pelo menos isso na conta corrente dele. Não faça esse último desconto de CPMF, zerando o saldo.

Um pouco de amor próprio depende dessas pequenas coisas às vezes.

sexta-feira, abril 22, 2005

Você e eu

Eu quebro a casa toda, você vem e diz que me ama
Eu digo que vou sair de casa, você me chama e diz que me quer junto a você

Você está triste, eu trago uma flor para roubar um sorriso seu
Você está nervosa, eu digo simplesmente que sou um idiota em te deixar assim

Estamos cansados depois de uma noite de amor e dormimos juntos sentindo o nosso cheiro
Estamos tristes um com o outro e uma gargalhada vem nos lembrar do nosso amor
Estamos felizes ao lado do outro e agradecemos a Deus por ele nos amar

Eu olho para você e não preciso dizer mais nada, você já sabe, não há necessidade de me perguntar se eu te amo.
Você já sabe que não precisa perguntar isso, visto que sou ruim com as palavras, sabendo que amo você a cada dia como se fosse o último.

Te amo

quinta-feira, abril 21, 2005

Óculos

Desde criança eu me lembro de usar óculos, minha mãe conta que eu achava legal usar óculos, porque me achava "intelectual".
Durante os primeiros anos de escola, usava aqueles óculos grossos quase um "fundo de garrafa" mas achava que aquilo me deixava com cara de inteligente
Logo a idade das espinhas chegou trazendo junto aquele instinto de perpetuação da espécie. Aqueles óculos agora eram um impecilho intransponível para arrumar uma namoradinha. Qual menina ia olhar para aquele nerdizinho magrelo e ainda por cima de óculos?
Comecei a torrar a paciência da minha mãe para me dar umas lentes de contato que seria a minha salvação.
E lá vou eu todo feliz consultar com o Dr. Evaldo. Ele jogou um balde de água fria. "Lente só depois que a miopia estabilizar, lá pelos 18 anos"

18 anos????!?!?!?!?!?

Tô morto, vou ficar solteiro até os 18 anos?
E lá vou eu desenvolver minha capacidade de convencimento com o Dr. Evaldo.
Saí do consultório dele já com as lentes, estas servindo de escudo contra todos os meus problemas.
Aquelas lentes de contato foram minhas companheiras durante muitos anos.

Mas o eterno insatisfeito aqui não podia ficar quieto...

Ai veio a primeira cirurgia, os 9 graus voltaram a ser "apenas" 2.

E o eterno insatisfeito ataca novamente, "vou retocar, quero zerar"...

Aí veio a "caca" total. O que era uma miopia no olho direito virou um ceratocone de 14 graus, a córnea não tinha aguentado a pressão.

Pelo menos não "entro com meu carro pela contra mão". Aprendi a rir disso hoje, uma lente de contato resolve meu problema. Vivo bem (pelo menos até o espírito insatisfeito voltar a atacar)

quarta-feira, abril 20, 2005

Mulher mineira

Gostaria muito de poder encontrar palavras para dizer do orgulho que sinto de ser mineiro.
Meus pais não poderiam me dar um presente melhor.
Se existir outra vida, quero nascer mineiro de novo.
Mas tem uma coisa que eu gosto mais do que ser mineiro: namorar as mineiras.
Por que?
Ora, ocê sabe que mineira não usa perfume porque cheira gostoso demais, num é?
E o jeitim ireesistível que a mineira tem para conversar no portão?
e ela fica sem encarar nos olhos e mexendo com os botões da nossa camisa pra nos conquistá.
E conquista!
Mineira, não fica bonita. Ela nasce formosa.
Mineira não fala, proseia.
Mais?
Mineira ama diferente. Ela flerta de longe. Promete com o olhar e depois cumpre tudo o que nos deixou sonhar e não precisou esclarecer com palavras.
Ela sabe que amor não é pra discursar, é pra fazer.
Ama com os olhos, com as mãos, com o sorriso, com os gestos. Mineira ama com o corpo inteiro e com toda a sofreguidão da alma.
Mineira estuda menos e ensina mais, porque o que há de importante ela já nasce sabendo.
Mineiras se embelezam é com bijuterias porque ofuscam o brilho de jóias raras.
Vestem-se de chita e ficam bonitas, porque mineira não segue moda: faz moda.
Mineira vai à igreja, assiste missa, comunga, mas por via das dúvidas toma um passe no centro espírita e joga rosas vermelhas pra Iemanjá no córrego de frente à horta. Sabe que são misteriosos os caminhos que levam às graças de Deus.
Dizem mesmo nas Gerais que é a mulher quem ensina o homem a ficar rico.
Mineira não é feminista: é feminina. Pra que lutar contra os homens? O poder é dela!
E o mais interessante, é que a Mineira, quando casa, vira esposa.

(autor desconhecido, provavelmente um mineirim bãodimais!!!)

terça-feira, abril 19, 2005

Grito

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Gritamos porque perdemos a calma. - disse um deles.
Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - questionou novamente o pensador.

Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça. - retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar:
Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
Vocês sabem por que se grita com uma pessoa? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Madrugada

Acordei de madrugada essa noite e fiquei olhando a janela.
Chovia uma garoinha que embalava o sonho de muitos, exceto o meu.

Tomar certas decisões às vezes tira o meu sono, acordando-me àquelas horas.

Levantei-me porque a cama parecia feita de alfinetes. Peguei um livro e me pus a tentar ler para que o sono voltasse.

Ledo engano.

As dúvidas e preocupações não deixavam nem o sono vir sequer a leitura fluir.

Horas se passaram com meus neurônios a toda velocidade.

Noite longa...

Fernando Pessoa

"Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser."

sexta-feira, abril 15, 2005

K.I.S.S.

"Keep It Simple Stupid"

Faça as coisas da maneira mais simples, não complique.

Eu simplesmente odeio a mensagem da CTBC de telefone ocupado: "Mensagem gratuita, telefone ocupado"

O famoso tu-tu-tu já não seria suficiente? Qualquer pessoa sabe que um "tu-tu-tu" quer dizer telefone ocupado. Segundo meu amigo Gustavo isso já está até entranhado no nosso genoma. Para que complicar?

Porque temos a impressão que as coisas mais complicadas são melhores?

Sinceramente não somos racionais...

quarta-feira, abril 13, 2005

"Todo mundo amplia a paranóia que cria"

Recebi essa frase e me pus a pensar sobre ela (na verdade é o nome de uma peça do Raul Franco)

Ficamos tão preocupados com os nossos "problemas" que simplesmente achamos mais fácil que os nossos sejam piores do que os das outras pessoas.

Várias vezes nos pegamos a dizer : "Você não sabe o que estou sentindo, é muito ruim".

Será que é mesmo? Será que somos tão sofredores assim? Ou será que é mais cômodo ficar paralisados pelos nossos problemas e esconder-nos atrás da barreira que eles criam?

Olha por cima desse muro! Lá do outro lado tem um jardim...

terça-feira, abril 12, 2005

Mochila


Existem certos momentos na nossa vida que carregamos como se fossem mochilas às nossas costas.

Sempre que olhamos para trás, lá estão elas, próximas, coladas ao nosso corpo, pesando em nossas vidas.

É difícil deixar essa mochila no chão, mesmo sabendo que vai aliviar a nossa jornada.

Mas temos que fazê-lo, deixar as lembranças lá atrás no caminho onde serão apenas lembranças e não pesos em nossas vidas

segunda-feira, abril 11, 2005

Inveja

Porque tantas pessoas se sentem tão ofendidas pela felicidade ou sucesso alheios?

Porque não podem deixar que os outros simplesmente vivam sua vida em paz?

Porque tem sempre que ficar inventando estórias, calúnias para prejudicar os outros?

Sinceramente o ser humano não é humano

segunda-feira, abril 04, 2005

Cansado da rotina

Sabe quando começa a ficar difícil levantar pela manhã, desligar o despertador e encarar uma segunda feira?

Eu começo a pensar se vale a pena continuar fazendo a mesma coisa tendo os mesmos frutos.

Levantar da cama e olhar a mesma cara no espelho, com uma vontade louca de mudar, de mandar tudo a mer**, chutar o balde, viajar para a Eslováquia.

Cansado de ser o mesmo, de ver sempre as mesmas coisas, de ter as mesmas idéias, de conversar com as mesmas pessoas.

Tô cansado

domingo, abril 03, 2005

Essa tal Blogosfera

Lu, tive que copiar, além de ter morrido de rir da história da jaca
http://www.villadalucia.blogger.com.br/
"Mundinho engraçado esse que vivemos. Insatisfeitos com a realidade, ansiosos por comunicação, primeiro vieram os internautas que trocavam e-mails com amigos e familiares, logo a seguir, estranhos já eram admitidos na tal lista de e-mail. Pouco depois os IRCianos, viciados, atravessavam noites em claro em conversas animadas com ilustres desconhecidos, cada qual no refúgio de seu quarto, protegido pelas telas do monitor, tornavam-se loiros de olhos azuis com corpos malhados e miss morenas de formas perfeitas, mesmo cônscios da ilusão, seguiam felizes em seus mundinhos de fantasia. Mas pouco a pouco aquele contato já não bastava, queriam mais, queriam imagens, maior interatividade, contato mais íntimo, e veio então a febre Orkutiana, mas como um Maremoto; chegou, arrastou multidões, reuniu amigos, e no fim, deixou um rastro de mesmisse e nada sobrevive à mesmisse nesse mundo cibernético. Tímidos de início flogs e blogs se proliferavam afinal, os IRCianos que estavam acostumados ao anonimato de um nick, se renderam, mostraram suas caras, exibiram com orgulho seus sobrenomes e passaram a expor seus cotidianos. Agora sim, finalmente o mundo internautico se fundia à realidade de cada um. E assim nascia a união perfeita. Mas a espontaneidade durou pouco, logo vieram as críticas, e estas partiram justo daqueles que questionam por que a profissão de jornalista no Brasil deve ser diplomada enquanto não o é em outros países, sim, estes mesmos, que defendem a liberdade total de expressão, começaram a desprezar os blogs comuns que abordam o cotidiano da pessoa comum, aquela que custou a sair da toca, levou anos para reunir coragem de se mostrar e finalmente quando o faz sente vergonha de sua vidinha comum. Ontem ao visitar o blog de uma amiga descobri que na terça-feira passada ela havia desistido dele, deixou uma mensagem curta de despedida e simplesmente se foi. Angustiada com aquela notícia fui catá-la no MSN e mais surpresa ainda fiquei com a resposta que ela me deu sobre a desistência do blog.
Lulu, eu desisti do blog pois cheguei à conclusão que não tenho nada a dizer ao mundo cibernético.
Como não?! Eu e muitas outras pessoas, suas amigas, visitávamos seu blog da mesma forma como se lhe déssemos um telefonema, queríamos saber das novidades, dos acontecimentos do dia a dia. Não buscávamos textos perfeitos, notícias mirabolantes ou variedade de assuntos como muitos acham que um blog deve ter. Um blog deve ser o que seu proprietário quiser que ele seja! Meu blog reflete meu humor, que sei muito bem nos últimos tempos não está dos melhores, mas é como me sinto, por que então devo mascarar meus sentimentos atrás de textos inteligentes e imparciais? Quero satisfazer minha necessidade de desabafo! Quero postar minhas imagens, apesar de muitos acharem minha câmera uma merda, mas e daí? Não tenho dinheiro pra comprar uma melhor.
Fodam-se se pensam assim;
Fodam-se por me condenarem;
Fodam-se se me acham uma chata;
Fodam-se, no sentido literal da palavra, fodam-se! Quem sabe assim seus pontos de vista não mudam....
Meu blog é isso, meu reflexo, gostem ou não, sou assim, imperfeita, impaciente, inquieta, inconformada, revoltada e principalmente autêntica! "

Silêncio

Já perceberam que o silêncio por vezes machuca muito mais que as palavras?
O suspense de um rosto olhando para você, sem as navalhas saindo pela boca. Só olhando.
"O que você tem?"
Aí vem aquela meia-frase destrutiva : "Nada"
Aí o nada vira uma enorme dúvida sobre o que ela está pensando e querendo fazer.

Silêncio indicando que ela já não quer mais saber de você, está esperando apenas o fim de tudo
Silêncio dizendo que não existe mais nada que valha a pena ser dito

O silêncio não permite nem o perdão nem o conflito, apenas esvazia a alma deixando-a triste, melancólica e infeliz.

É um email que não chega
Um telefone que não toca


Silêncio, apenas o silêncio

sábado, abril 02, 2005

Quando foi?

Quando foi que você deixou de me amar?
Acho que foi quando seus olhos deixaram de brilhar ao me ver
Eu estava tão cheio de mim,
Não olhei ao redor
Não soube dizer sim
quando você só queria que eu estivesse ali do seu lado
Deixei morrer sozinho
Todo aquele carinho
Que você tinha por mim
Esqueci de lembrar
Que o amor só existe fora de mim,
Quando ele se tornava você
Eu não soube ver aquela menina que eu amava tanto
Desiludida, triste por que eu não sabia amá-la mais o bastante
Nem o suficiente para manter o brilho naqueles olhos
Agora fico eu aqui, uma outra vida, pensando em como seria
Se eu tivesse conseguido manter aquele amor por mais um instante
E nesse instante eu soubesse mantê-lo para sempre
Nem que fosse mesmo um instante