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quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Reconstrução

Certos incêndios, terremotos e outras devastações tem seu lado positivo.

Existe a chance de reconstruir e refazendo fazer melhor.

É um processo contrário à lei da Termodinâmica em que a entropia total do Universo tende a aumentar (implicando que a desordem deve predominar no final). Melhorando não prejudico o outro e isto é um caminho para a Melhoria.

Ser diferente a cada dia, sendo o mesmo.

Mesmo que a vida mais pareça uma senóide (com seus altos e baixos nunca saindo de um eixo fixo) acredito que melhoro a cada dia

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Egyptian Eyes

Ele estremecia a cada vez que a via pelos corredores.

Ela andava graciosamente e abria um sorriso radiante que deixava-o transtornado.

Tudo começou uns 6 meses antes quando ela entrou na empresa em que ele trabalhava. No início, não deu muita bola, achou-a bonita, mas meio antipática.
Procurou sondar a dona daqueles olhos oblíquos de egípcia. Era casada de pouco e alardeava uma fidelidade a toda prova.

Totalmente fora de cogitação qualquer tipo de envolvimento.

Por questões de trabalho, depois de um certo tempo começaram a conviver mais, ele começando a frequentar a sala dela.
Devagarzinho, ele começou a sentir uma enorme vontade de vê-la a cada instante. Até aumentou a cota de cafezinhos que tomava, porque a caminho da garrafa de café passava pela porta de sua sala.
Ela sempre gentil abria um sorriso de orelha a orelha que iluminava seu dia.
E a paixão foi crescendo a cada dia, infiltrando-se no coração dele.
Nas reuniões ele sempre lutava para manter a concentração diante daqueles olhos. Perdia-se, trêmulo em fantasias de beijar aquela boca.

Um dia, em um churrasco da empresa, caiu a ficha. Estava irremediavelmente apaixonado. Ficou pelos cantos da festa, olhando-a de rabo de olho, coração apertado.
Tomou uma atitude, procurou-a no dia seguinte e declarou-se. Ela ficou boquiaberta, mal conseguiu dizer que era casada e totalmente inconcebível aquela situação. Ele pediu desculpas segurando uma vontade louca de tomá-la nos braços.

Saiu da sala até meio correndo, sem dizer mais nada, apenas balbuciando desculpas.

Tentou por um longo tempo levar as coisas como se nada estivesse acontecendo. Continuou indo até a sala dela por algum problema de trabalho ou quando ela o chamava (quando isso ele acontecia ele quase pulava da cadeira e corria para vê-la).

Mas ele sofria muito com a situação. Seu coração estava totalmente amargurado com aquele amor impossível mas ao mesmo tempo tão próximo. O pior dia de todos foi um jantar da empresa em que ela chegou com o marido e sentou-se justamente ao lado dele. Estar sentado ao lado dela e do marido, ouvindo a voz que ele aprendeu a sentir falta, foi uma tortura que durou mais de 2 horas.

Ele parou de dormir, acordava de madrugada pensando em detalhes pequenos de uma grande paixão. Fechava os olhos e tentava imaginar qual o cheiro do cabelo ou do pescoço dela. Se ela ficava arrepiada se lhe beijassem a nuca. O que ela diria logo depois do primeiro beijo e que gosto ele teria.
Uma manhã ele tomou uma decisão, chegou mais cedo ao trabalho, ficou no seu carro e esperou-a chegar. Como todas as manhãs, o marido trouxe-a, despediu-se dela com um beijo e deixou-a na porta. Antes que ela entrasse na empresa, ele pegou gentilmente pelo braço e pediu que entrasse no seu carro. Ela não queria, mas ele implorou até que ela concordou. Quando entrou, ele desabou. Pediu mil desculpas, ia deixar a empresa, não aguentava mais vê-la todos os dias e não sentir nada. Disse que se odiava pelo acontecido, mas não tinha culpa de amá-la. Disse que sabia que jamais poderia tê-la para ele como ele queria. Queria que fosse sua, para sempre. Disse que ia sumir da vida dela, mas antes tinha que fazer uma coisa. E beijou-a. Não à força, mas firmemente. Ela empurrou-o, mas ele manteve o beijo. Sentiu cada segundo daquele beijo como se fosse a última coisa capaz de mantê-lo vivo. Ela saiu correndo do carro, assustada. Ele ligou o carro e foi embora. Enquanto dirigia, rindo igual a um adolescente que tivesse roubado um beijo ouviu um barulho de despertador. Acordou assustado, tinha dormido em frente a TV e ainda estava na sua casa. Dormira pensando nela.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Areia

Pisando na areia sinto as suas dualidades
Não é firme, visto que escorre entre os dedos.
Mas é acolhedora com seu calor.

Quente quando o sol aparece e gelada quando ele vai embora.


Será que tem alguma coisa a ver com minh´alma?

Ela tem sido alegre/melancólica, esperançosa/desiludida, profana/sagrada de acordo com cada maré?

Estarei sendo inconstante como as ondas?
Sempre fui assim ou tem sido a tristeza quem tem-me abatido a cada dia?

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

I know! It´s only rock´n´roll but I like it!


Eu sei.
As letras são bobas, rock é coisa de drogado, etc, etc.
Mas eu gosto

Yes...
Well if I could stick my pen in my heart
I would spill it all over the stage
Would it satisfy, would it slide on by
Would you think the boy is strange?
Ain’t he strange?

If I could win ya, if I could sing ya
A love song so divine
Would it be enough for your cheating heart
If I broke down and cried?
If I cried?

(spice girls...)
I said I know it’s only rock and roll, but I like it
I said I know it’s only rock and roll,
But I like it, I like it, yes I do
Oh well I like it
I like it
Said I like it
I like it
But you know I like it

Can’t you see
This this old boy has been lonely

If I could stick a knife in my heart
Suicide right on the stage
Would it be enough for your teenage lust
Would it help to ease the pain?
Ease your brain?

If I could dig down deep in my heart
Well the feelings would flood on the page
Would it satisfy ya, would it slide on by ya,
Would you think the boy’s insane?
He’s insane

I said I know it’s only rock and roll, but I like it
I said I know it’s only rock and roll,
But I like it
I know it’s only rock and roll, but I like it
Baby I like it
I said I know it’s only rock and roll,
But I like it, like it, yes I do
I like it
I like it, yeah thats right
I like it (it’s only rock n roll)

Can’t you see
This this old boy has been lonely

Do you think that your the only girl around
I guess you think that your the only girl in town

I said I know it’s only rock and roll, but I like it
I said I know it’s only rock and roll,
But I like it, I like it, yes I do
But I like it,
I like it
I like it, like it, and thats a fact
We like it, we like it


(m. jagger/k. richards)

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Dúvidas


Dúvidas geram dívidas?
Dívidas geram dúvidas?

O que é pior: a certeza dura ou a dúvida burra?

Sociedade Alternativa

Todo homem tem direito de pensar o que quiser
Todo homem tem direito de amar a quem quiser
Todo homem tem direito de viver como quiser
Todo homem tem direito de morrer quando quiser

Direito de viver viajar sem passarporte
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua propria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar,
Como e com quem ele quiser

A lei do forte
Essa é a nossa lei e a alegria do mundo
Faz o que tu queres ah de ser tudo da lei
Fazes isso e nenhum outro dira não
Pois não existe Deus se nao o homem
Todo o homem tem o direito de viver a não ser pela sua própria lei
Da maneira que ele quer viver
De trabalhar como quiser e quando quiser
De brincar como quiser
Todo homem tem direito de descançar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela façe do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser.
De desenhar de pintar de cantar de compor o que ele quiser
Todo homem tem o direito de vestir-se da maneira que ele quiser
O homem tem o direito de amar como ele quiser, tomai vossa sede de amor, como quiseres e com quem quiseres
Ha de ser tudo da lei
E o homem tem direito de matar todos aqueles que contrariarem a esses direitos
O amor é a lei, mas amor sob vontade
Os escravos servirão
Viva a sociedade alternativa
Viva Viva

Direito de viver, viajar sem passaporte
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar, como e com quem ele quiser

Todo homem tem direito de pensar o que quiser
Todo homem tem direito de amar a quem quiser
Todo homem tem direito de viver como quiser
Todo homem tem direito de morrer quando quiser

domingo, fevereiro 12, 2006

Porta Retrato

O novo padre acabara de chegar a Ouro Preto para substituir o antigo pároco que desaparecera 3 meses antes.
Dirigiu-se à igreja do Pilar onde foi recebido e encaminhado por uma beata ao seu quarto que ficava em um sobrado logo ao lado.
Quarto simples, sem muitos móveis, apenas uma cama, um oratório e mesa compunham a decoração espartana.
Sobre a mesa, um porta retrato com a foto do pároco desaparecido.
Ele quis saber notícias sobre ele.

"Ele sumiu em uma noite, logo depois de confessar um jovem que veio até aqui", disse a beata.

À noite, ao deitar-se ele foi tirar o porta retrato da mesa para colocar em alguma gaveta. Este era estranhamente pesado. Cortou o pulso na borda quando tentou segurar com apenas uma mão e este escorregou.
O sangue escorreu pela mesa e molhou o chão.
O padre saiu do quarto para buscar um pano para limpar aquela sujeira, ao voltar tudo estava limpo. Ele chamou pela beata.

"Não senhor, não estive aqui, estava deitada e só levantei quando me chamou"

"Estranho", pensou o padre e foi ate o banheiro da casa, procurar algo para fazer um curativo.
Retornando ao quarto, notou que a foto parecia mais nova do que quando a vira pela primeira vez. Não deu atenção ao fato e deitou-se exausto depois de um dia de viagem.

Foi a última vez que foi visto a não ser na nova foto que estava agora em cima da mesa...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Smile again


Sadness turns into happiness
Ugly face becomes a smile
A bright day enlight a dark night

I can see a better future

It´s not a escape, only a rebirth
A new future, a new hope

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Desânimo


Uma coisa desejada que foi embora
Uma oportunidade que não foi satisfeita
Uma decepção que te corrói
Uma esperança sepultada

Até acordar vai ficando difícil
A cama vai se tornando um ímã pedindo que você fique nela a cada dia

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Olhar


Um olhar de canto de olho.
Vendo sem poder tocar.
Desejando sem poder ter.
Um futuro logo ali a frente, a um toque de mão
Mas distante como um abismo separando o que parecia tão perto tornando-o tão longe.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Continuando o primeiro capítulo

Para quem não leu o começo

Toda a comitiva se entreolhava, atônita. As 3 mulheres se abraçaram desesperadas em cima da carroça enquanto os homens puxavam suas armas e aguardavam o que apareceria daqui a pouco.

Uma meia dúzia de pares de olhos surgiu logo do lado direito da carroça. Olhos estranhos, sem brilho mas fosforecentes. Uma luz branca e fria saía deles. Lobos.

Ademar, o líder da escolta, mateiro experiente daqueles caminhos que atravessavam as Minas Gerais não acreditaria se contassem para ele que havia lobos por aquelas bandas. Já vira muitas onças pintadas ou sussuaranas, mas lobos nunca. Eram apenas estórias para amedrontar crianças. Aqueles eram quase do tamanho de bezerros, acinzentados, bocas enormes e salivantes.

A matilha se aproximava fechando o cerco, estudando as presas.
Ademar deu um tiro com a garrucha para tentar afastá-los mas eles sequer notaram o estampido e o cheiro da pólvora.
Um deles, o maior da matilha, saltou sobre um dos cavalos que puxava a carroça. O cavalo empinou e jogou a carroça para o ar, derrubando as mulheres que caíram aos gritos rolando na lama que se formara pela chuva. Os outros animais fecharam ainda mais o cerco às mulheres, demonstrando que seria inevitável o ataque. O líder saltou sobre a terceira mulher e rasgou a sua garganta com apenas uma mordida, sujando o seu pelo de vermelho.

Um grito quase inumano assustou os lobos. Um galope rápido, gritos e os lobos se viraram para a curva logo a frente da estrada.

Um rapaz vestido de preto apareceu montado em um cavalo da mesma cor. Aproximou-se rapidamente e, como que dando ordens, afugentou os lobos. Estes olharam-se e semelhantemente a cães saíram lentamente com as orelhas murchas.

Sofie e Rebecca, sujas de lama em choque com a sua amiga deitada agonizante no seu colo pediam por socorro aquele jovem muito pálido que aparecera do nada. Ele olhou para elas, observou o pescoço rasgado pelo lobo.
-"Essa amiga de vosmecês não tem salvação. Melhor encomendar o corpo logo. Amanhã, se vosmecês andarem rápido, ainda dá tempo de enterrar em Vila Rica" - disse ele empinando o cavalo e já disparando em direção da estrada sem dar chance a ninguém de perguntar nada.
[continua]

Bad, bad server. No donut for you.

Quanta irritação pode surgir de uma piadinha como essa?
Estou aqui, as 03:57 da manhã tentando colocar alguns contos meus (tirados daqui) na comunidade "Espancadores de Teclados" e o maldito Orkut parece simplesmente não querer colaborar.
Não poderia ser menos sarcástica a mensagem?
Meio que rindo a cada vez que clico no "Refresh" do browser, ele fica ali me irritando e deixando cada vez mais p. da vida.
Será que tão difícil fazer algo que simplesmente funcione?
Que nem uma TV que quando eu aperto o botão de canal ele muda o canal?
Ou um ventilador que quando eu ligo ele começa a fazer o seu serviço de uma maneira decente?

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Sardas


Ela me pediu para escrever para ela
Grande amiga, grandes pintas.
Carinha toda sardenta, faz parecer uma moleca.
Aprendi a admirar sua alegria e jeitinho manhoso de falar.
A gente aprendeu a conversar e ser amigo
Sem maldades e sem manchas.
Brincando de ser protetor um do outro, nos tornamos de verdade.
Cuidando, zelando para que o outro estivesse feliz.
Obrigado por ter se tornado minha amiguinha

Crossroad


Hora de mudanças
Radicais ou não
Paliativas ou similares
Nem sei ao certo
Mas meu coração pede por mudanças
Não aguenta mais ver as mesmas coisas (desejáveis ou não) todos os dias
Talvez deixando de vê-las deixe de sentir.

Mudar para melhor, mudar sempre.
Simplesmente deixar que as "pedras rolem"

"How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?"
Bob Dillan