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quarta-feira, abril 30, 2008

Tomando chuva

Hoje, intencionalmente, tomei um banho de chuva.
Acho que desde a adolescência não fazia tal coisa.
Foi delicioso sentir a chuva molhando meu corpo lavando a ira e a raiva.

sexta-feira, abril 25, 2008

Móveis

Ontem foi o dia de comprar móveis.
Mais alguns R$K para a conta.
Ontem revirando meu iPod, achei essa música há muito esquecida em algum canto da minha memória.
Sou fã do Raulzito e essa música é para mim um dos pontos altos tanto musicalmente quanto filosoficamente

Raul Seixas - Canção para Minha Morte


Canto para Minha Morte
Raul Seixas

Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

quarta-feira, abril 23, 2008

segunda-feira, abril 14, 2008

Lua de Mel

Esqueci de comentar.
Fechado destino da lua-de-mel: Porto de Galinhas

Madrugada de sábado para domingo

Eu e minha noiva voltávamos de uma festa esse sábado (na verdade já eram 2 da manhã de domingo).
Descíamos a João Pinheiro em direção ao centro discutindo o que fazer com quase 10 quilos de comida que haviam sobrado da festa.
Metade de um pernil, fricassê de frango e quibe cru, armazenados em 3 bandejas no banco de trás do carro.
Discutíamos onde iríamos guardar aquilo, já que não caberia com certeza em nossa geladeira.
Ou seja, comida era um problema.
E ao passar ao lado da Igreja Nossa Senhora Aparecida vimos uma kombi com vários jovens ajoelhados ao lado rezando.
Falei com a "M" que eram de uma pastoral que distribui comida para necessidados na cidade nas noites de sábado.
Demos a volta na quadra exatamente a tempo de parar a kombi que já arrancava.
Acho que eles não entenderam nada quando um casal parou do lado deles oferencendo um monte de comida gostosa.
Sorrisos rasgaram-se nas faces daquelas pessoas ao sentir o aroma da comida.
Fomos para casa aliviados e um pouco mais felizes.